segunda-feira, maio 18, 2009

Francisco Azevedo Brandão

 

 Francisco Azevedo Brandão em 17/03/2009

 O acordo ortográfico é mais uma subserviência ao português que se escreve no Brasil. Quando ouço algumas «iluminarias» dizerem que Portugal não é o dono da língua portuguesa, apetece-me exclamar que o dono se calhar é a China ou o Gabão ou coisa que o valha! Vivemos agora de chavões, que se não forem contestados com veemência, ficam como verdades absolutas.

A riqueza da língua portuguesa assenta precisamente na diversidade das ortografias usadas nas antigas colónias. A unificação ortográfica por lei é uma autêntica aberração que contraria a natural evolução local da língua, caracterizadora das condições sociais, culturais, éticas e políticas de cada povo e de cada país.





terça-feira, maio 05, 2009

NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO

Maioria dos portugueses é contra a reforma ortográfica
Jair Rattner

De Lisboa para a BBC
O acordo gerou vários movimentos contrários na sociedade portuguesa
A maioria dos portugueses é contra a aplicação do acordo ortográfico e diz que não vai utilizar as novas normas, segundo sondagem realizada pela empresa Aximage, sob encomenda do jornal Correio da Manhã, o mais vendido no país.
Segundo os dados da pesquisa, feita por telefone, 57,3% dos portugueses são contra as novas regras de ortografia e apenas 30,1% são a favor.
O número dos que não são nem a favor nem contra chegou a 11% do total, enquanto 1,6% diz que não tem opinião a respeito.
A reacção maior é na utilização das novas normas, em que 66,3% afirmam que não vão utilizar as normas resultantes do acordo, enquanto 22,1% dizem que pretendem escrever da maneira prevista pelo acordo.
"É um processo. Ninguém será obrigado a escrever automaticamente dessa maneira. Haverá um período de adaptação", diz Rui Peças, assessor de imprensa do ministro da Cultura,
Segundo ele, apesar da reacção contrária, o processo vai continuar sem adiamento.
Apenas 4,8% declararam não ter opinião a respeito dessa questão e 6,8% querem utilizar as normas do acordo só em alguns casos.
Jovens
A maior percentagem dos que rejeitam o acordo está entre os jovens de 18 a 29 anos, faixa etária em que 65% não querem mudar a forma de escrever.
Na faixa acima de 60 anos é a mais favorável, em que apenas 49,2% têm posição contrária ao acordo.

O anúncio de que o acordo seria aplicado gerou vários movimentos contrários na sociedade portuguesa.
Só na Internet, há três abaixo-assinados, um com 6.268 assinaturas, outro com 12.067 e o terceiro, encabeçado pelas figuras mais conhecidas do Movimento contra o Acordo reuniu até agora 101.784 assinaturas até 12 de Março (data da última actualização).
O ministro da Cultura de Portugal, José António Pinto de Lima, anunciou em Fevereiro que pretende iniciar a aplicação do acordo ainda no primeiro semestre deste ano e que em 2010 já haverá instituições do Estado usando as novas normas.
Em Portugal apenas três jornais estão utilizando as normas do acordo, das quais só um tem circulação nacional: o desportivo Record.

Não, não vou por aí !...

(De fato, este meu ato refere-se à não aceitação deste pato com vista a assassinar a Língua Portuguesa.Por isso ... por não aceitar este pato ... também não vou aceitar ir a esse almoço para comer um arroz de pato ... A esta ora está úmido lá fora ... por isso, de fato lá terei de vestir um fato) .
Este texto é como vamos passar a escrever com o novo acordo ortográfico. como se vê o texto não tem nada a ver com a nossa língua com a nossa vivência